E que se façam as ideias

E que se façam as ideias

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sabedoria em família

Ontem, consegui tirar o inútil do meu pai do sofá e o fiz me buscar de carro no centro da Taquara. Durante o caminho até a minha casa, tentei abordar a realização de minha prova com ele porém, para ele, era muito mais importante discutir sobre a campanha política do Tiririca. Lembro-lhes que o infame e encostado de meu pai ainda teve a audácia de me ligar na hora da prova, rindo alto e de forma descontrolada, dizendo que havia acabado de ver a propaganta política do Tiririca na TV e ainda me perguntou se eu já a havia visto. Respirei fundo, engoli minha ira e desliguei o telefone na cara dele. Voltando para o carro: finalmente chegamos à casa e comecei a sentir um cheiro muito estranho, era um cheiro de merda e indaguei ao meu pai:
-Izabela: "pai, que cheiro de merda é esse?!?!"
-Pai: "eu também estou sentindo um cheirinho de merda"
Nessa hora o Moskow começa a latir insensantemente e a correr atrás do carro e eu volto a indagar ao meu pai:
-Izabela: "pai, você se cagou?!?! Eu sei que você já está velho, caído e acabado, mas se cagar na calça não rola, né?!?"
-Pai: "você deve estar mais retardada do que o de costume, né? Não tá mais se segurando não?!?! Você deve ter pensado tanto na hora da prova que se cagou toda e nem percebeu"
-Izabela, olhando para baixo, disse: "Será?!?! Será mesmo?!?! (PS: até agora eu não estou acreditando que eu ainda me prestei a olhar para baixo e dar crédito ao que meu pai me disse...¬¬")
-Pai: " e ainda digo mais, não duvido nada de você ter se cagado toda e ter vindo do centro até aqui com a calcinha toda freada!"
Eu olhando através da janela tentando me lembrar do que eu havia comido naquela tarde, nem reparei que o Moskow estava correndo atrás de mim com um lagarto imenso e morto na boca. E, mais uma vez eu me faço essa mesma pergunta bossal: por que eu ainda dou ouvidos ao que meu pai me diz?!?!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

нас больше не будет

нас больше не будет = nós não podemos ser mais

Mais uma vez inicio o meu post com um humilde pedido de desculpas. Caros fãs, apesar de minha arbitrariedade convosco, eu ainda me encontro desprovida de tempo e inspiração para relatar sobre a minha vida. Assumo que o título de meu post não é o melhor que poderia fazer, mas eu adoro essa música.
Sim, meu bem, estou muito bem. Não há nada a ser contestado em minha vida. Tout marche bien! Está tudo tão sintonizado em minha rotina. Acordo cedo, pego ônibus lotado, chego atrasada, nunca sei aonde é a minha sala, vou trabalhar, fico torcendo para ganhar uma gorjeta, chego cansada à casa e ainda tenho que aturar meu pai e o Moskow, contudo, possuo dinheiro na carteira!
A faculdade está me matando! E me desestimulando também. Não entendo essa gana do Marco Túlio (meu professor) de impor toneladas de textos e retirar ponto de que não os lê. Se eu não os ler que irá se ferrar não será eu? Logo, constato que não há necessidade para tal desperdício de paciência com seus alunos. Vai entender...
Não irei me delongar ao, mais uma vez, falar sobre o Valentin. Além do mais, nem há muito a ser dito e feito. Ele está lá e eu aqui. Sinto muita falta dele, tem dias que a saudade está tão intensa que nem consigo me focar em nada. A única coisa que eu posso fazer é aguardar o tempo passar e ver o que ele irá me conceder. E, mais uma vez, a vida está me mostrando e me ensinando que eu tenho que ter paciência e dar tempo ao tempo. O melhor de tudo é que Maria tem razão: "Izabela, apesar dessa distância toda entre vocês, você, com certeza, já esteve muito mais sozinha na vida". Além disso ser um comentário digno de Maria, ela não poderia ter sido mais clara e concisa ao me "consolar".

domingo, 12 de setembro de 2010

ты знаешь

ты знаешь = tu sabes
Antes de mais nada venho, através de meu blog, solicitar as devidas desculpas ao meu breve descaso com o mesmo. Esses últimos dois meses têm sido fadonhos para mim. Na realidade, os últimos 3 meses para ser justa comigo própria.
A vida é realmente bem engraçada e sempre respeita o tempo individual de cada um. Não sei se digo isso por ter uma visão utópica da vida ou se sou uma pessoa de sorte, mas, realmente não tenho do que reclamar de nada em minha vida, ao contrário, só agradecer. Sempre me julguei uma pessoa de sorte e espero continuar assim.
Não é segredo para ninguém o meu parecer sobre a minha vida privada, sempre gostei de ser bem transparente com todos ao meu redor, já que não são muitos. Realmente me envolvi pelo Valentin e, apesar dele ter voltado para a França e não termos mais nada, ainda gosto dele. Por mais breve que foi o nosso relacionamento, ele foi de suma importância para mim. Através dele reaprendi a me valorizar, a me amar, vi que sou tão humana quanto os outros, que relacionamentos podem ser bons, aprendi a construir algo juntos e finalmente percebi que não sou cabeça vazia como, por muitas vezes e por muitas pessoas, me julguei ser. Realmente acho tão impressionante as guinadas que a vida nos expõe. Nunca esperei viver algo assim de uma maneira tão súbita e intensa como foi. Apesar do pouquíssimo tempo que passamos juntos, quando me pego distraída pensando em tudo o que vivemos, a primeira coisa que me vem à mente é "ainda bem que vivemos tudo o que pudemos viver no tempo em que nos foi concedido". Não tenho àquela saudosa sensação de "eu deveria ter feito/dito aquilo", ao contrário, sinto muitas saudades de coisas que vivemos e não de coisas que deveríamos ter vivido.
Se iremos nos ver de novo isso eu não sei e só o tempo poderá nos responder. A única coisa que posso dizer sobre isso tudo é que eu realmente aprendi a não fechar os olhos e abaixar a cabeça só porque as coisas não têm dado certo e é fazendo isso que desperdiçamos o consolo de nosso desespero.